Tendências de Edifícios Inteligentes e Adoção de Tecnologia


O relatório 2025 Smart Building Trends & Technology Adoption, publicado pela ASHB, apresenta uma análise abrangente sobre o estágio de adoção, os desafios e as oportunidades associadas às tecnologias para edifícios inteligentes na América do Norte. O estudo baseia-se em uma pesquisa conduzida pela Harbor Research, com 308 profissionais envolvidos na propriedade, operação, gestão e TI de edifícios nos Estados Unidos e no Canadá, abrangendo empreendimentos comerciais, residenciais multifamiliares, industriais, hospitalidade e instalações críticas.

Os resultados indicam que a adoção de tecnologias inteligentes permanece elevada, com 91% dos respondentes já utilizando dispositivos, sistemas ou softwares inteligentes em seus edifícios. Os principais vetores de investimento continuam sendo a redução de custos operacionais, a eficiência energética, a sustentabilidade, a resiliência operacional e a melhoria da experiência dos ocupantes. Sistemas de HVAC, distribuição elétrica, iluminação e segurança são considerados os mais críticos e concentram os maiores níveis de investimento e modernização.

Apesar da ampla adoção, o relatório evidencia que muitos sistemas ainda operam em níveis intermediários de maturidade digital, com forte presença de monitoramento e automação, mas uso limitado de recursos avançados de inteligência artificial e manutenção preditiva. Esse descompasso entre conectividade e inteligência analítica é apontado como uma das principais oportunidades para evolução do setor.

Os Sistemas de Automação Predial (BMS/BAS) seguem como o núcleo dos edifícios inteligentes, com 78% de adoção, crescimento acelerado de soluções baseadas em nuvem e aumento do interesse por modelos híbridos. Ao mesmo tempo, persistem preocupações relacionadas à cibersegurança, privacidade de dados e conformidade regulatória, que influenciam decisões de arquitetura tecnológica.

A pesquisa destaca ainda a rápida expansão do uso de Inteligência Artificial e Gêmeos Digitais. Mais da metade das organizações já utiliza gêmeos digitais, principalmente para monitoramento em tempo real, otimização energética e manutenção preditiva, com impactos percebidos como altamente positivos em eficiência operacional, conforto dos usuários e redução de custos. A adoção é mais intensa em grandes portfólios e edifícios de maior porte, mas cresce também em empreendimentos de uso misto.

No campo da sustentabilidade, o relatório mostra um avanço relevante na maturidade das organizações: 75% possuem metas formais de neutralidade de carbono, e mais da metade já conta com roadmaps definidos para alcançá-las. A eficiência energética é impulsionada principalmente por motivações econômicas, embora requisitos regulatórios e metas ESG tenham ganhado importância crescente.

Entre os principais desafios identificados estão os altos custos iniciais, a complexidade de integração com sistemas legados, a falta de competências internas, além de dificuldades na gestão, análise e monetização dos dados gerados pelos edifícios. Ainda assim, 81% dos respondentes afirmam que o retorno sobre o investimento (ROI) atendeu ou superou as expectativas, reforçando a atratividade do mercado.

Em perspectiva, o relatório conclui que o setor de edifícios inteligentes se encontra em um ponto de inflexão, no qual pressões regulatórias, metas de sustentabilidade, transformação digital e avanços em IA e cloud convergem para sustentar um novo ciclo de investimentos. Organizações que conseguirem alinhar tecnologia, dados, pessoas e modelos financeiros estarão melhor posicionadas para capturar valor e liderar a próxima fase de inovação no ambiente construído.

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Para solicitar uma cópia (em inglês) do resumo deste relatório, visite este site da ASHB