KNX - Dispositivos inteligentes e edifícios sustentáveis

Artigo resumido e traduzido do original de Casto Cañavate publicado em AV Latino America 

O artigo aborda como os edifícios inteligentes e a sustentabilidade podem caminhar juntos por meio da integração de dispositivos digitais e sistemas automatizados. O foco principal é mostrar que não basta apenas ter dispositivos inteligentes isolados — para que um edifício seja verdadeiramente sustentável e eficiente, esses dispositivos precisam comunicar-se entre si dentro de um sistema integrado.


Conceito principal

  • Vive-se uma transição rumo ao que o autor chama de “Edifícios 4.0”, ou seja, construções que utilizam automação, troca de dados e tecnologias digitais para tornar espaços urbanos (casas, edifícios comerciais, hotéis, etc.) mais eficientes em termos de energia, mais inteligentes e fáceis de usar.

  • A sustentabilidade ambiental é vista como uma necessidade global, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)  e às metas de redução de emissões de carbono.

Dispositivos inteligentes vs. sustentabilidade

  • Dispositivos isolados (cada um em seu próprio ecossistema) não são suficientes — sem comunicação integrada, eles não conseguem:

    • supervisionar o uso de energia de forma ampla,

    • tomar decisões coletivas automatizadas,

    • otimizar o desempenho energético do edifício como um todo.

  • Um edifício sustentável requer um sistema central inteligente que coordene todos os dispositivos e sensores, criando um ambiente proativo e eficiente em termos de energia

    O papel do padrão KNX

  • O artigo destaca o padrão KNX como uma solução que facilita essa integração:

    • É um padrão aberto para casas e edifícios inteligentes usado há décadas.

    • Permite que dispositivos de diferentes fabricantes trabalhem juntos de forma segura e escalável.

    • Suporta simplicidade de uso e manutenção, interoperabilidade e inovação contínua.

Conclusão

  • A integração total dos dispositivos é essencial para transformar edifícios conectados em ambientes realmente sustentáveis.

  • Essa integração não precisa ser complexa, especialmente com plataformas maduras e amplamente adotadas como KNX.

  • A sustentabilidade, nesse contexto, não é apenas um resultado técnico, mas o impacto positivo de longo prazo que a tecnologia integrada pode trazer ao meio ambiente e aos usuários.

Infraestrutura de Conectividade como Base Técnica para Sistemas de Automação Residencial

Em todos os projetos de Casa Conectada, o integrador precisa, de alguma forma, interagir com a rede WiFi do cliente. Por mais que se busque usar Zigbee como rede principal para os dispositivos, sempre haverá produtos em WiFi a serem incluídos no escopo.

Também em todos os projetos onde o integrador prefira utilizar sistemas mais complexos a questão de integrar com a rede do cliente é sempre algo que precisa ser considerado com cuidado e profissionalismo.

Em ambos os casos, é comum vermos que o cliente não se preocupou com a rede ou ainda não contratou alguém para cuidar dela adequadamente.

O integrador pode ser “simplista” e apenas usar a rede normal do cliente em seu projeto. Contudo, isso acarreta em alguns problemas. O principal é que qualquer mudança no nome da rede ou na senha vai derrubar a automação por completo, até que os dispositivos sejam reconfigurados.

Também temos a questão de falta de gerenciamento de uso da rede, não permitindo garantir a performance tanto para o sistema de automação quanto para os demais usuários da rede.

O integrador pode até “cuidar” da rede do cliente, colocando novos pontos de acesso e oferecendo conexões cabeadas para alguns pontos como as TV´s e consoles, mas a solução ainda é muito frágil e propensa a gerar dores de cabeça para os clientes e integradores.

Uma solução mais “profissional” é o integrador configurar uma rede dedicada à automação. Isso pode ser feito com o roteador do cliente ou até trocando o roteador por um com mais recursos. Esta solução vai evitar problemas de troca de nomes ou senhas, mas ainda não vai permitir uma solução mais completa, como balanceamento de redes, gerenciamento de redes de backup, controle remoto, configuração dinâmica de performance e aumento da segurança.

É verdade que alguns projetos podem não exigir soluções mais robustas, mas todo projeto, seja de Casa Conectada, seja de automação residencial mais complexa, precisa que o integrador ajude o cliente a ter a melhor solução possível.

Existem no mercado brasileiro alguns fornecedores de produtos para redes que permitem ao integrador desenvolver projetos robustos, flexíveis e de custos surpreendentemente acessíveis.

O Instituto da Automação, sempre focado na capacitação dos integradores, está oferecendo a oportunidade de capacitação em uma das soluções que consideramos mais robustas e flexíveis do mercado (e sempre com custos acessíveis): a linha OMADA da TP-Link.

Vamos iniciar com um curso presencial (e hands-on) de 8 horas em nossa sede em São Caetano do Sul (SP) , no próximo dia 25 de março de 2026. E já estamos trabalhando para oferecermos também cursos online e presenciais em outras regiões do Brasil.

 Mais informações sobre a linha OMADA e treinamentos clique na imagem



 

  



CES 2026 em Las Vegas: uma visão geral do evento


A Consumer Electronics Show (CES) 2026, considerada a maior feira de tecnologia do mundo, abriu oficialmente em Las Vegas nesta semana. O evento reúne mais de 4.500 expositores, cerca de 1.400 startups e dezenas de milhares de visitantes profissionais e da imprensa, distribuídos por múltiplos pavilhões e locais na cidade.

Tendências tecnológicas dominantes

1. Inteligência Artificial (IA) em todos os setores

A IA é o foco central da CES 2026. Diferente de anos anteriores, a tecnologia está sendo integrada não apenas em software, mas se manifesta também no mundo físico, através de robótica, dispositivos inteligentes e soluções do dia a dia.

A IA está sendo usada para:

    • Automação e personalização de experiências de consumo
    • Robótica prática (assistentes domésticos e industriais)
    • Dispositivos conectados e smart homes
    • Processamento e aceleradores de IA em hardware

2. Robótica avançada

Robôs reais com utilidade prática estão sendo destaque, incluindo demonstrações de humanoides e robôs que realizam tarefas domésticas e industriais. Empresas tradicionais e startups estão apresentando soluções que vão além de simples protótipos.

3. Chips de alto desempenho e hardware para IA

Fabricantes de semicondutores estão anunciando novo hardware que vai impulsionar o processamento de IA diretamente em dispositivos — laptops, aparelhos e sistemas integrados — reduzindo a dependência da nuvem e aumentando eficiência energética.

4. Experiências imersivas e displays avançados

Tecnologias de display, como telas Micro RGB LED com maior brilho e fidelidade de cor, estão sendo reveladas. Fabricantes como Samsung mostram TVs inovadoras que prometem elevar o padrão de qualidade de imagem para 2026

5. Saúde digital e mobilidade

A área de tecnologia para saúde (wearables, monitoramento remoto, diagnósticos assistidos por IA) ganha espaço no evento, refletindo a demanda global por soluções de bem-estar e cuidados personalizados. Paralelamente, a mobilidade inteligente, incluindo veículos autônomos e soluções para transporte urbano, também está em destaque.

Destaques e atrações específicas

  • Samsung tem um pavilhão de exposição independente focado em IA para o cotidiano, com experiências de dispositivos conectados e companheiros digitais.
  • NVIDIA está gerando grande interesse ao apresentar sua visão de “physical AI”, modelos de IA que interagem com o mundo real e novas plataformas de chips.
  • Uber e Lucid Motors apresentaram um robotáxi luxuoso autónomo, com experiências personalizadas para passageiros.
  • Expositores em robótica doméstica mostram robôs cada vez mais capazes de tarefas práticas, como dobrar roupas ou ajudar em casa.
  • Startups e tecnologias emergentes em áreas como gadgets interativos e IA aplicada a brinquedos, saúde e automação atraem atenção de investidores e mídia especializada

Temas transversais no evento

Além das tendências de produtos, a CES 2026 está sendo usada como plataforma para:

  • Debates sobre governança e impacto social da tecnologia
  • Painéis sobre resiliência de cadeias de suprimento e futuro do trabalho
  • Networking e parcerias globais entre empresas, governos e instituições.
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Para mais detalhes, visite o site oficial do evento clicando aqui  

Tendências de Edifícios Inteligentes e Adoção de Tecnologia


O relatório 2025 Smart Building Trends & Technology Adoption, publicado pela ASHB, apresenta uma análise abrangente sobre o estágio de adoção, os desafios e as oportunidades associadas às tecnologias para edifícios inteligentes na América do Norte. O estudo baseia-se em uma pesquisa conduzida pela Harbor Research, com 308 profissionais envolvidos na propriedade, operação, gestão e TI de edifícios nos Estados Unidos e no Canadá, abrangendo empreendimentos comerciais, residenciais multifamiliares, industriais, hospitalidade e instalações críticas.

Os resultados indicam que a adoção de tecnologias inteligentes permanece elevada, com 91% dos respondentes já utilizando dispositivos, sistemas ou softwares inteligentes em seus edifícios. Os principais vetores de investimento continuam sendo a redução de custos operacionais, a eficiência energética, a sustentabilidade, a resiliência operacional e a melhoria da experiência dos ocupantes. Sistemas de HVAC, distribuição elétrica, iluminação e segurança são considerados os mais críticos e concentram os maiores níveis de investimento e modernização.

Apesar da ampla adoção, o relatório evidencia que muitos sistemas ainda operam em níveis intermediários de maturidade digital, com forte presença de monitoramento e automação, mas uso limitado de recursos avançados de inteligência artificial e manutenção preditiva. Esse descompasso entre conectividade e inteligência analítica é apontado como uma das principais oportunidades para evolução do setor.

Os Sistemas de Automação Predial (BMS/BAS) seguem como o núcleo dos edifícios inteligentes, com 78% de adoção, crescimento acelerado de soluções baseadas em nuvem e aumento do interesse por modelos híbridos. Ao mesmo tempo, persistem preocupações relacionadas à cibersegurança, privacidade de dados e conformidade regulatória, que influenciam decisões de arquitetura tecnológica.

A pesquisa destaca ainda a rápida expansão do uso de Inteligência Artificial e Gêmeos Digitais. Mais da metade das organizações já utiliza gêmeos digitais, principalmente para monitoramento em tempo real, otimização energética e manutenção preditiva, com impactos percebidos como altamente positivos em eficiência operacional, conforto dos usuários e redução de custos. A adoção é mais intensa em grandes portfólios e edifícios de maior porte, mas cresce também em empreendimentos de uso misto.

No campo da sustentabilidade, o relatório mostra um avanço relevante na maturidade das organizações: 75% possuem metas formais de neutralidade de carbono, e mais da metade já conta com roadmaps definidos para alcançá-las. A eficiência energética é impulsionada principalmente por motivações econômicas, embora requisitos regulatórios e metas ESG tenham ganhado importância crescente.

Entre os principais desafios identificados estão os altos custos iniciais, a complexidade de integração com sistemas legados, a falta de competências internas, além de dificuldades na gestão, análise e monetização dos dados gerados pelos edifícios. Ainda assim, 81% dos respondentes afirmam que o retorno sobre o investimento (ROI) atendeu ou superou as expectativas, reforçando a atratividade do mercado.

Em perspectiva, o relatório conclui que o setor de edifícios inteligentes se encontra em um ponto de inflexão, no qual pressões regulatórias, metas de sustentabilidade, transformação digital e avanços em IA e cloud convergem para sustentar um novo ciclo de investimentos. Organizações que conseguirem alinhar tecnologia, dados, pessoas e modelos financeiros estarão melhor posicionadas para capturar valor e liderar a próxima fase de inovação no ambiente construído.

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Para solicitar uma cópia (em inglês) do resumo deste relatório, visite este site da ASHB