Além da conectividade: como a rede está transformando a experiência do morador

 

Novo white paper da Parks Associates mostra que, no mercado residencial multifamiliar, oferecer internet já não significa apenas entregar velocidade. Confiabilidade, segurança, suporte, experiência de uso e integração com dispositivos conectados passam a ser elementos fundamentais.

A conectividade tornou-se uma infraestrutura essencial para a vida cotidiana. Trabalho remoto, entretenimento, comunicação, segurança e uma quantidade crescente de dispositivos inteligentes dependem da qualidade da rede doméstica.

É justamente essa transformação que o novo white paper “Beyond Connectivity: Securing the Modern Resident Experience”, produzido pela Parks Associates, analisa. O estudo, desenvolvido com base em pesquisas com consumidores e profissionais do setor, examina como propriedades multifamiliares e provedores de banda larga estão respondendo às novas expectativas dos moradores.

De internet rápida para uma experiência conectada

Um dos dados que ajudam a dimensionar essa transformação é o número de dispositivos conectados. Segundo o estudo, uma residência norte-americana possui atualmente, em média, 18 dispositivos conectados, mais que o dobro dos 8,5 registrados em 2015. Ao mesmo tempo, 49% dos lares já possuem pelo menos um dispositivo de smart home.

Isso muda a natureza do problema.

Não basta mais disponibilizar uma determinada velocidade de internet. A rede precisa funcionar de maneira consistente em diferentes ambientes, suportar múltiplos usuários e aplicações e permitir a conexão de dispositivos cada vez mais diversos.

Para os empreendimentos multifamiliares, essa questão ganha importância adicional: 33% dos lares norte-americanos com internet vivem em ambientes multifamiliares.

Confiabilidade passa a valer mais do que velocidade

O relatório mostra uma mudança importante nas prioridades dos consumidores. Com a evolução das velocidades de banda larga, oferecer simplesmente “internet rápida” deixa de ser um diferencial suficiente.

A confiabilidade da conexão, a cobertura Wi-Fi, a facilidade para conectar dispositivos, o atendimento e a segurança passam a ter peso crescente na percepção de qualidade.

Entre os usuários de internet fornecida pelo empreendimento, 70% relataram pelo menos um problema técnico nos 90 dias anteriores, contra 55% entre usuários de serviços contratados individualmente. O estudo também relaciona problemas recorrentes de conectividade a níveis significativamente menores de satisfação e a maior intenção de mudança de residência.

Esse cenário coloca a infraestrutura de conectividade no centro da experiência do empreendimento.

Segurança e privacidade entram definitivamente na equação

Quanto maior o número de dispositivos conectados, maior também é a superfície potencial de exposição a riscos.

A pesquisa revela que 76% dos lares norte-americanos com internet demonstram preocupação com a segurança de seus dados pessoais. Além disso, 69% dos consumidores associam os avanços da inteligência artificial ao aumento de suas preocupações com cybersecurity.

O relatório destaca ainda a importância da cybersecurity para toda a residência, mostrando que consumidores que possuem esse tipo de proteção apresentam maior propensão a recomendar seu provedor de internet.

Para edifícios conectados, essa discussão é especialmente relevante. A infraestrutura digital deixa de ser apenas um meio de acesso à internet e passa a fazer parte da própria infraestrutura operacional do empreendimento.

A experiência começa antes mesmo da mudança

Outro ponto interessante abordado pela Parks Associates é o chamado onboarding.

Para o morador, chegar ao novo apartamento e ter a conectividade disponível imediatamente pode representar uma diferença significativa na experiência de ocupação. O estudo mostra que aproximadamente metade dos moradores de empreendimentos multifamiliares considera a internet oferecida pela propriedade uma amenidade importante na escolha de uma nova residência.

Isso aponta para uma mudança de conceito: conectividade pode deixar de ser uma infraestrutura “invisível” para se transformar em um componente explícito da proposta de valor do empreendimento.

O desafio para os empreendimentos

O relatório apresenta uma série de boas práticas para propriedades e provedores: projetar a rede priorizando confiabilidade; considerar diferentes perfis de uso; melhorar a experiência dentro da unidade; simplificar a ativação; oferecer suporte visível e construir confiança por meio de transparência e cybersecurity.

A mensagem central é clara: o projeto da conectividade precisa considerar toda a jornada do morador, desde a ativação do serviço e a conexão dos primeiros dispositivos até o suporte, a segurança e a evolução futura da infraestrutura.

E essa perspectiva tem implicações que vão além da banda larga.

À medida que automação residencial, controle de acesso, segurança eletrônica, sensores, dispositivos IoT e serviços digitais passam a integrar os empreendimentos, a qualidade da conectividade torna-se uma condição básica para que todo esse ecossistema funcione adequadamente.

Um cenário que merece atenção no Brasil

Embora os dados apresentados pelo estudo sejam referentes ao mercado norte-americano, as questões levantadas pela Parks Associates ajudam a antecipar uma discussão cada vez mais relevante para o mercado brasileiro: como projetar empreendimentos preparados para uma experiência digital integrada, segura e evolutiva?

A resposta passa por uma visão mais abrangente da infraestrutura tecnológica, na qual conectividade, automação, segurança, IoT e serviços digitais deixam de ser sistemas isolados e passam a fazer parte de uma mesma estratégia.

O white paper “Beyond Connectivity: Securing the Modern Resident Experience” aprofunda esses temas e apresenta dados, análises de comportamento dos consumidores e recomendações para propriedades multifamiliares e provedores de conectividade.

Vale a leitura para incorporadores, construtoras, provedores, integradores, empresas de tecnologia e profissionais envolvidos com o desenvolvimento dos empreendimentos conectados do futuro.

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Para acessar o relatório completo e conhecer os dados e recomendações da Parks Associates, envie uma mensagem neste link

 

Alexa+ inaugura uma nova fase da automação residencial no Brasil

A chegada da Alexa+ ao Brasil marca um dos momentos mais importantes da evolução da casa inteligente desde o lançamento dos primeiros dispositivos de voz no país.

Durante vários anos, os assistentes virtuais foram utilizados principalmente para tarefas simples: tocar músicas, informar a previsão do tempo, acionar uma lâmpada ou programar um alarme. A nova geração apresentada pela Amazon amplia significativamente esse conceito e aproxima a inteligência artificial do cotidiano das residências.

Mais do que uma atualização da Alexa tradicional, a Alexa+ representa uma mudança de paradigma: a passagem da automação baseada em comandos para a automação baseada em contexto.

Segundo a Amazon, a nova plataforma incorpora recursos de inteligência artificial generativa, permitindo conversas mais naturais, compreensão de contextos, memória de preferências e a execução de tarefas mais complexas. 

Da casa conectada para a casa inteligente

Nos últimos anos, o mercado brasileiro assistiu a uma enorme expansão de dispositivos conectados:

  • lâmpadas inteligentes;
  • tomadas Wi-Fi;
  • fechaduras eletrônicas;
  • câmeras IP;
  • cortinas motorizadas;
  • sistemas de climatização;
  • equipamentos de áudio e vídeo.

Entretanto, em muitos casos, esses dispositivos ainda operam de forma isolada, exigindo aplicativos diferentes e comandos específicos.

A inteligência artificial surge justamente para reduzir essa complexidade.

Ao invés de dizer:

"Alexa, apague a luz da sala, feche a cortina e ligue o ar-condicionado em 23 graus."

O usuário poderá simplesmente solicitar:

"Vou assistir a um filme."

A própria plataforma será capaz de compreender o contexto e executar diversas ações simultaneamente.

Essa evolução aproxima a automação residencial de um conceito há muito discutido pelos especialistas: a residência verdadeiramente inteligente.

O papel dos projetos de automação

A chegada da Alexa+ também reforça a importância dos projetos especializados de automação residencial.

Muitas vezes o mercado associa casa inteligente apenas à instalação de alguns dispositivos de baixo custo. Porém, à medida que os assistentes evoluem, cresce a necessidade de uma infraestrutura bem planejada:

  • redes Wi-Fi robustas;
  • cobertura adequada de sinal;
  • segmentação de dispositivos;
  • integração entre plataformas;
  • segurança cibernética;
  • infraestrutura elétrica e lógica;
  • definição de cenários e rotinas.

A inteligência artificial pode potencializar a experiência do usuário, mas ela depende de uma base tecnológica consistente.

Assim como um automóvel moderno exige uma boa estrada, a IA residencial exige uma infraestrutura adequada.

Inteligência contextual

Uma das principais novidades da Alexa+ é sua capacidade de manter contexto durante uma conversa.

O usuário não precisa repetir informações a cada interação.

Além disso, a plataforma passa a memorizar preferências individuais, hábitos familiares e padrões de utilização da residência.

Isso abre espaço para novas aplicações:

  • ajuste automático de iluminação;
  • climatização personalizada;
  • economia de energia;
  • lembretes contextuais;
  • assistência a idosos;
  • monitoramento de rotinas familiares.

Especialmente no segmento de longevidade e "aging in place", esse tipo de inteligência poderá representar um avanço importante na autonomia dos moradores.

O mercado brasileiro está pronto?

A resposta provavelmente é sim.

O Brasil já possui milhões de dispositivos Alexa instalados, e a Amazon informa que a nova plataforma é compatível com a grande maioria dos equipamentos Echo existentes.

Além disso, observa-se:

  • maior oferta de dispositivos compatíveis;
  • redução dos custos de automação;
  • ampliação da conectividade residencial;
  • maior familiaridade do público com assistentes de voz;
  • crescente interesse por eficiência energética e conforto.

Nesse cenário, a inteligência artificial tende a funcionar como um acelerador da adoção da automação residencial.

Oportunidades para integradores e projetistas

A Alexa+ também sinaliza uma mudança importante para os profissionais do setor.

O integrador deixa de ser apenas o instalador de equipamentos para assumir um papel consultivo:

  • definição da experiência do usuário;
  • integração entre sistemas;
  • desenvolvimento de cenários;
  • otimização energética;
  • suporte contínuo;
  • atualização tecnológica.

A residência passa a funcionar como um ecossistema digital.

E quanto maior a inteligência disponível, maior também a necessidade de profissionais capazes de transformar tecnologia em benefícios concretos para os moradores.

Uma nova etapa da automação residencial

O lançamento da Alexa+ não representa apenas a chegada de uma assistente de voz mais sofisticada.

Ele simboliza a convergência entre automação residencial, inteligência artificial e computação contextual.

A casa conectada dos últimos anos está evoluindo para uma casa capaz de compreender, aprender e agir.

Para os consumidores, isso significa mais conforto e praticidade.

Para os profissionais do setor, abre-se uma nova fase de oportunidades.

E para o mercado de automação residencial brasileiro, talvez este seja o momento em que a inteligência artificial deixa de ser uma promessa futura e passa a fazer parte do cotidiano das residências.

Da velocidade à experiência: as novas regras da conectividade residencial

O novo relatório da Parks Associates recém publicado denominado "Seeing the Unseen: Delivering Connectivity with Confidence" analisa como a experiência de conectividade residencial está se tornando o principal fator de diferenciação entre os provedores de internet, em um mercado cada vez mais competitivo impulsionado pela expansão da fibra óptica, redes 5G FWA (Fixed Wireless Access) e serviços via satélite de baixa órbita, como Starlink.

Embora as velocidades de acesso continuem aumentando, o estudo conclui que os consumidores já atingiram níveis de desempenho considerados suficientes para a maioria das aplicações. Nesse cenário, a qualidade da experiência dentro da residência — especialmente a cobertura Wi-Fi — passa a ser mais importante do que a velocidade nominal contratada.

Entre os principais pontos destacados pelo relatório estão:

• A qualidade da rede Wi-Fi doméstica tornou-se um fator decisivo para a satisfação dos usuários e para a fidelização dos clientes.

• Problemas como áreas sem cobertura (dead spots), lentidão percebida e dificuldades de atendimento ao cliente impactam fortemente os indicadores de satisfação e aumentam significativamente o risco de troca de provedor.

• O ambiente físico da residência influencia diretamente o desempenho da conectividade. Posicionamento inadequado de roteadores, obstáculos arquitetônicos, mobiliário e características construtivas frequentemente degradam a qualidade do sinal.

• Equipamentos modernos, como roteadores Wi-Fi 6, Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, além de sistemas mesh, tornam-se elementos estratégicos para melhorar a experiência do usuário.

• Aplicativos de autoatendimento ganham relevância ao permitir que os próprios consumidores identifiquem e solucionem problemas básicos de conectividade sem necessidade de suporte presencial.

• O uso de Inteligência Artificial Visual surge como uma nova ferramenta para diagnóstico remoto. A tecnologia permite analisar fotos e vídeos enviados pelos usuários para identificar erros de instalação, posicionamento inadequado de equipamentos, obstáculos físicos e outros fatores que afetam a qualidade da rede.

O estudo conclui que o futuro da conectividade residencial dependerá cada vez mais da combinação entre infraestrutura de rede, equipamentos inteligentes, aplicativos de suporte e ferramentas de IA capazes de compreender o contexto físico onde a conexão é utilizada. Mais do que fornecer banda larga, os provedores precisarão entregar uma experiência digital completa, confiável e de alta qualidade dentro dos ambientes residenciais.

Comentário para o mercado brasileiro

Embora o estudo tenha sido desenvolvido para o mercado norte-americano, suas conclusões são altamente relevantes para o Brasil.

O crescimento das casas conectadas, dispositivos IoT, automação residencial, streaming, videoconferência e sistemas de segurança inteligentes está elevando a importância do projeto de conectividade dentro das edificações.

Isso reforça a necessidade de considerar infraestrutura digital, Wi-Fi de alta performance e automação já nas etapas de projeto arquitetônico e de engenharia, transformando a conectividade em uma disciplina estratégica para residências, condomínios, hotéis e edifícios corporativos.

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Se quiser solicitar uma cópia do relatório da Parks Associates (arquivo PDF original em ingles), envie uma mensagem utilizando este link





O crescimento das casas inteligentes e a transformação digital do ambiente construído

 

O mercado global de Smart Homes (ou Casas Inteligentes) vive um dos ciclos de expansão mais consistentes da indústria de tecnologia aplicada às edificações. Estudos recentes da Future Market Insights indicam que o setor deve praticamente dobrar de tamanho na próxima década, impulsionado pela convergência entre automação, conectividade, inteligência artificial e eficiência energética.

Segundo o relatório “Smart Home Market – Global Industry Analysis 2025–2035”, o mercado mundial deve evoluir de cerca de US$ 216 bilhões em 2025 para aproximadamente US$ 489 bilhões até 2035, mantendo uma taxa média de crescimento anual próxima de 8,5%.

No entanto, em países como Brasil, onde esta tendência começou a ser impulsionada recentemente, esta média será ainda maior.

Mais do que uma tendência de consumo, a automação residencial passa a integrar uma transformação estrutural do ambiente construído. A residência conectada deixa de representar conforto e entretenimento e assume um papel estratégico na gestão energética, segurança, sustentabilidade e integração digital dos edifícios.

Entre os segmentos com maior expansão estão:

·         sistemas inteligentes de segurança e controle de acesso;

·         iluminação automatizada;

·         climatização inteligente (HVAC);

·         gerenciamento de energia;

·         monitoramento remoto;

·         assistentes por voz integrados;

·         dispositivos IoT conectados em ecossistemas interoperáveis.

Um dos aspectos mais relevantes apontados pelo estudo é a crescente importância da interoperabilidade entre plataformas. Protocolos como o Matter estão ganhando destaque ao permitir maior integração entre dispositivos de diferentes fabricantes, reduzindo barreiras históricas do setor e ampliando a escalabilidade das soluções inteligentes.

Outro vetor importante é a incorporação acelerada de inteligência artificial nos sistemas residenciais. A IA passa a atuar na automação preditiva, adaptação comportamental dos ambientes, otimização energética e manutenção preventiva, criando edificações mais responsivas e eficientes.

O estudo também evidencia que o avanço do mercado não depende apenas de novas construções. O retrofit tecnológico desponta como um dos principais motores de crescimento mundial, especialmente diante do enorme estoque de edificações existentes que demandam atualização de infraestrutura digital, conectividade e eficiência operacional.

Nesse cenário, a infraestrutura tecnológica torna-se elemento central dos projetos contemporâneos. Redes estruturadas, conectividade sem fio robusta, integração entre sistemas, cibersegurança e capacidade de atualização passam a ser considerados componentes essenciais da edificação moderna.

Os desafios, entretanto, acompanham a expansão do setor. O relatório destaca preocupações relacionadas à segurança cibernética, privacidade de dados, compatibilidade entre plataformas e obsolescência tecnológica — temas que exigem cada vez mais participação de especialistas em integração de sistemas e tecnologia aplicada às edificações.

Esta tendência também reforça uma mudança definitiva no conceito que precisa ser adorado pelos investidores e incorporadoras:  edifícios inteligentes deixam de ser exceção e caminham para se tornar padrão nas próximas décadas e, portanto, a inclusão desta disciplina de projeto é necessária desde a fase de pré-lançamento dos novos empreendimentos residenciais.